A morte ser o inevitável da vida
É como o inevitável da alegria ser a tristeza
Do branco, o negro
Do Certo, o errado...
ou talvez não...
pois,
O inevitável da vida, na verdade,
são os opostos...
que se alimentam, mas não se excluem
O inevitável da morte é a vida
isto está claro,
Mas o inevitável da vida,
não é a morte
Pois a essência de tudo aquilo que existe,
nada mais é
do que existir...
Até mesmo a inexistência
Que só o é, porque existe,
pois se não existisse,
não seria inexistência
Seria qualquer outra coisa
Que não existe
A vida é inevitável
e o inevitável do inevitável
nada mais é
do que ser inevitável
e isto, viver, absolutamente
não se pode evitar
Seja bem vindo!
Este é o blog de mais um aspirante a símio!
Algumas das imagens presentes nos posts são links para assuntos afins.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Receita de feliz ano novo
Depois que um grande gênio falar sobre algo, geralmente não resta muito a adicionar...
por isso, posto aqui um texto de Drummond sobre o ano novo...
Contemplem
e reflitam...
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
por isso, posto aqui um texto de Drummond sobre o ano novo...
Contemplem
e reflitam...
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Feliz ano novo

O que comemoramos, enfim, nos primeiros segundos de cada Janeiro?
Por que há contagem regressiva para que acabem todos os 31 de dezembro?
O que há de tão mal neste dia, que todos querem que se vá... Tanto que estouram champanhe em nome de sua ida?
O que intriga é que 364 dias mais tarde (atrasando no máximo mais um dia em anos bissextos) estará, de novo, presente, o famigerado 31/12 e novamente estaremos nós, vestidos de branco preparando as garrafas de champanhe.
Isto significa que começamos e terminamos cada ciclo de 365 dias com champanhe na mão, bebendo, e estourando, estourando e bebendo e vice, e versa, confundindo tudo num mesmo pandemônio, que convencionalmente se chama de ano!
O champanhe é o símbolo da felicidade, mas nem todos que o bebem estão felizes, alguns estão exatamente em busca disso. Porém o 01/01 adicionou ao champanhe o símbolo da renovação, da reconstrução... do alvorecer, do surgimento de novos tempos e novas esperanças...
Sempre me pareceu um tanto quanto sem sentido garrafas e garrafas de champanhe serem sacrificadas por causa de uma inconseqüente e inexplicada aversão a um reles dia especifico, parte de um conjunto formado por outros 364...
Mas, sabe-se lá quem quer que seja por que, esta transição possui um misterioso sentido de crescimento, pessoal e coletivo, recheado do espírito de novo.
E o novo é sempre bom,
Afinal comemoramos tudo que é novo
O carro novo, a casa nova e agora mais recentemente o nariz novo, a orelha nova...
E por aí vamos, sempre com novidades
E já que estamos na época,
Seja lá por quê, e para quê...
Feliz ano novo!
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