
Més que um club (mais que um clube, em catalão), é o slogan do Barcelona clube de futebol, e, efetivamente, ninguém pode negar que na realidade o seja, muito mais que um clube de futebol.
O Barcelona pode-se dar ao luxo de nunca ter tido estampado o nome de um patrocinador em seu uniforme principal (fora a marca do material esportivo), e, a partir de 2006, passou a levar, no espaço destinado a este fim por todos os clubes, o nome da UNICEF, para a qual, ao invés de receber dinheiro, direciona não menos que 1.5 milhão de euros por ano, contribuindo para o financiamento de projetos humanitários, incluindo o combate a AIDS na África. Além disso, a fundação Barcelona Futebol clube investe na luta contra as drogas, dentre outros projetos.
Historicamente o Barcelona é um clube de orientação esquerdista, apoiou o regime republicano e apóia até hoje a causa catalã, exaltando sua cultura e defendendo seu idioma e suas perspectivas autonômicas. Desperta, por tudo isso, a simpatia de espanhóis espalhados por toda a terra das touradas. Seu nome e suas tradições rompem as barreiras da geografia e cativam fãs no mundo inteiro.
Como não poderia deixar de ser, os seus dirigentes exploram essa imagem em interesses econômicos, fechando contratos cada vez mais gordos e ampliando seus horizontes. Em breve, haverá uma equipe barcelonista disputando o campeonato norte americano, certamente com o objetivo de cativar a terra do tio Sam, que ainda começa a descobrir a paixão pelo futebol.
O Barcelona tem hoje 2 dentre os 5 melhores jogadores do mundo (segundo a FIFA) em seu plantel que, por sua vez, é o mais valorizado do mundo (segundo pesquisas sobre economia e futebol). Com mais de 100 anos de história, um gigante patrimônio (incluindo o museu mais visitado da Espanha), mais sócios de 150 mil sócios (mais do que o número de vagas em seu estádio) e quase todos os títulos que um clube pode almejar dão a noção do tamanho do poder que possui esta instituição.
Pelo Camp Nou, passaram grandes gênios do futebol brasileiro, incluindo os três maiores nomes dos últimos anos, o quarteto mais que fantástico: Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaucho, nomes a serem lembrados por toda a história do futebol. Mas não só gênios brasileiros passaram por aí, nomes como os de Stoichkov, Cruyff, Laudrup, Zubizarreta e, nada menos que, Diego Armando Maradona, compõe a imensa trajetória deste pedaço da história viva que os apreciadores do futebol têm o prazer de contemplar.
Se morasse na Espanha, certamente seria torcedor deste que, com certeza, é muito mais que um clube...
Se antes,
E acima de tudo...
não fosse torcedor do CRB
Claro!

