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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Manifesto Eu quero ser um macaco


Se o homem não veio do barro, a mulher de sua costela, e se aquilo que nos animou não foi um sopro divino, devemos ser fruto da evolução biológica de alguma outra espécie.

Os cientistas estudam esta probabilidade há muito anos. Na sociedade há aqueles que defendem com veemência esta hipótese, outros são mais cautelosos, há também aqueles que a repugnam, considerando uma afronta à suposta divindade da criação universal. Destas diferentes abordagens o debate “criacionismo” x “evolucionismo” se alimenta.

O fato é que, temos que ter surgido a partir de algo. Seja o Barro ou os Macacos [1], alguma coisa deu origem a nós. Já dizia Lavoisier: “Na natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma”.

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Estes questionamentos inspiraram e continuam inspirando as mais fervorosas discussões, as mais plausíveis e as mais absurdas conclusões.

A filosofia ainda não desvendou todos os mistérios existentes entre o céu e a terra e, segundo Shakespeare, vai desvendar nem tão cedo.

E, de volta aos macacos, enquanto a antropologia afirma, a Igreja contesta.

Diante de tantos questionamentos pairando sobre nossas glândulas pineais, talvez seja racional concluir que algumas respostas estejam além do nosso entendimento, talvez alguns enigmas existenciais não possam ser decifrados por estarem além da nossa inerente natureza, mas, enfim, isto já foi defendido por muitos.

O que talvez seja menos recorrente é a defesa de que tais respostas possam estar “aquém” do nosso entendimento, da nossa “inerente” natureza, visualizando este entendimento de forma estruturalmente não-linear, anulando qualquer parâmetro comparativo ao conceito “aquém” no que diz respeito a “mais” ou “menos” e se concentrando em “antes” e depois”.

A cena clássica do filme “2001: Uma odisséia no espaço” em que mostra um osso arremessado por um macaco se “transformar” em uma nave espacial simboliza a descoberta da ferramenta, considerado um marco histórico no processo evolutivo dos macacos ao homem.

Seria realmente a descoberta da ferramenta, a supremacia do macaco sobre as outras espécies, a transformação desta espécie no maior predador da Terra, o aumento da massa encefálica e da sua capacidade cognitiva efetivamente uma evolução? E a conseqüente transformação do planeta em grandes colméias de concreto com jardins de quintal, dentro de uma chaleira repleta de água a ponto de ebulir?

Seria uma evolução?
Ou um retrocesso?

Queremos ser macacos, filosoficamente, buscando um compreendimento que, talvez, não nos seja inerente.

Queremos ser macacos para ir além (ou aquém) do que somos enquanto homens.
Sejamos macacos!




[1] Usamos aqui o termo “macaco” por pura simpatia ao mesmo, sendo ele e sua a respectiva imagem associada iconográficos dentro da concepção EQS1M, no entanto é importante dizer que segundo o evolucionismo, o homem não evoluiu do macaco em si, mas sim de um ancestral comum há cerca de 20 milhões de anos atrás.

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